Simpósio de Inteligência Qualitativa em Mídias Sociais – veja slideshows e vídeo

No dia 2 de julho, o IBPAD promoveu seu primeiro Simpósio em São Paulo. Com o tema “Inteligência Qualitativa em Mídias Sociais”, reuniu interessados em discutir metodologias e aplicações durante todo o sábado. Profissionais de empresas de pesquisa, consultorias de inteligência digital, agências e empresas demonstraram técnicas e estudos de caso reais ao longo do evento. Nossa proposta em mais um evento IBPAD foi oferecer aos participantes o contato com práticas de mercado baseadas em conhecimento estruturado, inovador e responsável. Veja como foi:

Os palestrantes compartilharam versões resumidas de seus slideshows, confira:

Análise de Vídeos por Matrizes Discursivas – Débora Zanini

Bricolagem – misturando – Maíra Berutti e Juliana Tigre

Personas em midias sociais – analisando e criando personalidades com dados – Jaqueline Buckstegge e Tarcízio Silva

Refinamento de campanhas com publicações de mídias sociais – Carol Zaine e Rafael COrreia

Comunidades online – conhecimento colaborativo sobre consumidores – Andrea Hiranaka

Influenciadores – Gabriel Ishida

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Seminário do IBPAD discute Ciência de Dados como metodologia para estudos da sociedade e política

No último 15 de junho aconteceu a primeira edição dos Seminários IBPAD, com o tema “Ciência de Dados e Sociedade”, em parceria com o Núcleo de Estudos e Pesquisa em Políticas Públicas, Governo e Gestão (NP3-UnB). Realizado no Auditório da Faculdade de Tecnologia da Universidade de Brasília, ele reuniu pesquisadores de várias áreas para discutir como a análise de dados se propõe a compreender diferentes elementos sociais e institucionais.

 

 

A mesa, mediada pelo professor Carlos Batista (Instituto de Ciência Política – UnB), contou com a presença de Carlos Cinelli (Banco Central), Rommel N. Carvalho (Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle) e Daniel Marcelino (IPEA).

 

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Professor Carlos Batista, coordenador do NP3 e professor do Instituto de Ciência Política, abrindo o evento com a importância da análise de dados para a compreensão das diversas dimensões da vida social, destacando a evolução dos esforços analíticos nos últimos anos.

 

Em sua palestra sobre Medidas de Risco em Análise de Redes, Carlos Cinelli, economista do Banco Central e Professor do IBPAD, apresentou seu pacote do R “Network Risk Measures” e demonstrou programando exemplos práticos de criação de redes e grafos a utilização de análise de dados para sistemas financeiros.

Rommel N. Carvalho apresentou a lógica de análise de dados utilizada pela equipe do Ministério de Transparência, Fiscalização e Controle, dentro de todas as dimensões do trabalho realizado. Desde a análise de conteúdo dos atendimentos à sociedade para distribuição interna até

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Telas apresentadas por Rommel Carvalho, apresentando os projetos de Big Data encabeçados pelo Observatório de Despesa Pública, assim como as técnicas de análise de dados utilizadas para seu manuseio.

 

Finalmente, Daniel Marcelino, Pesquisador do IPEA, apresentou seu pacote “SciensesPo” para R, que potencializa o software através da operacionalização de conceitos clássicos da Ciência Política.

Tela Marcelino

Gráfico produzido pelo SciencesPo, pacote de R criado por Daniel Marcelino.

 

O evento contou com a participação de representantes de mais de 50 empresas e instituições de ensino distintas, dentre elas Agências de Comunicação (Nova/SB e FSB), Empresas de tecnologia (Oracle, SAS e IBM), Centros de ensino e pesquisa (FGV, CEUB, UnB, IFB e Fiocruz) e diversos órgãos públicos (STF, TJDFT, Senado Federal, Câmara dos Deputados, SERPRO) e bancos (Caixa e Banco do Brasil).

Para quem perdeu, os vídeos de todas as palestras ministradas no I Seminário estarão disponíveis em breve em nosso canal do youtube. Para receber mais informações de eventos e novidades do IBPAD, preencha o formulário abaixo:

 

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Curso de BI para Planners no Rio de Janeiro traz palestras sobre personas, influenciadores e monitoramento para varejo

Nos últimos 25 de junho e 2 de julho aconteceu no Rio de Janeiro a primeira edição carioca do curso Análise de Dados e BI para Planners. O curso é capitaneado pela professora Daniele Rodrigues, mestre em comunicação pela USP e atualmente Gerente de Real-Time na Coca Cola.

BI para Planners - Rio de Janeiro - 2016 06

Ao longo das 14 horas de curso, a professora Daniele Rodrigues mostra como ir da informação à sabedoria na comunicação; possibilidades de business intelligence e social analytics; uso de métricas no pré, pós e durante campanhas; oportunidades de negócios camufladas nas pistas sociais digitais; aplicações e cases em monitoramento, BI, planejamento e influenciadores.

BI para Planners - Daniele Rodrigues
Algumas telas do conteúdo da profª Daniele Rodrigues
Encontrando o Publico-Alvo
Tela da aula do prof. Tarcízio Silva

Em cada edição, a professora convida três palestrantes focados em BI, Social Analytics e pesquisa para mostrar como integrar BI, análise de dados e planejamento. No primeiro dia, a participação foi de Tarcízio Silva, Diretor de Pesquisa do IBPAD, que demonstrou sua metodologia de construção de personas a partir de dados de mídias sociais. Focando no Twitter e Instagram, o professor mostrou como gerar códigos de análise sobre atividades, interesses e opiniões dos usuários e transformá-los em comparações relevantes de personas componentes dos públicos-alvo de marcas e organizações.

No segundo dia de aula, participaram Fernanda Alves, Analista de Redes Senior nas Lojas Americanas e Marcos Malagris, Coordenador de Inteligência de Mídia na Coca Cola. Fernanda apresentou case de monitoramento focado em eventos especiais, como Páscoa, e suas relações com performance de varejo.

Fernanda Alves - Monitoramento Inteligente
Palestra da profª Fernanda Alves
Influenciadores Digitais
Tela de aula do prof. Marcos Malagris

Marcos Malagris apresentou histórico de ideias sobre mapeamento de influenciadores através da internet e um framework de como avaliar resultados. Componentes da influência como Alcance, Ressonância e Relevância fazem parte das variáveis a serem observadas e comparadas com resultados de outras mídias.

 

A próxima turma do curso acontecerá em São Paulo nos dias 3 e 4 de setembro, mas já estamos estudando novas edições em Brasília e Rio de Janeiro. Caso tenha interesse, deixe seus contatos em nosso site que avisaremos sobre o lançamento.


Análise de Dados e BI para Planners – São Paulo

03 e 04 de Setembro

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Monitoramento de Mídias Sociais: Análise de Sentimento x Métricas de Vaidade

[Texto do prof. Wesley Muniz, que faz parte do time de professores de Monitoramento de Mídias Sociais no IBPAD]

É ainda comum no mercado de mídias digitais que os big numbers, como volume de interações ou menções (pessoas falando sobre o produto, marca ou campanha) ainda sejam os grandes ovos de ouro como prova de sucesso de uma campanha. Estes números são apresentados muitas vezes como verdades absolutas, de forma isolada, para defender um resultado positivo de campanhas.

Porém os big numbers, estes números que brilham os olhos e arrancam saliva de muitas diretorias, muitas vezes parecem dizer tudo, mas não dizem absolutamente nada.

Imaginemos que uma campanha sobre um novo suco de soja no mercado tenha ocorrido durante 1 mês, e tendo como principal resultado reportado mais de 20 mil comentários e menções nas redes sociais, havendo ainda mais de 1 milhão de usuários impactados. Ao apresentar o resultado, o responsável pela elaboração do relatório lembra que esse é um volume maior que o de assinaturas de uma das maiores revistas semanais do país.

O sucesso da campanha parece estar provado. Mas espera aí: o que essas mais de 20 mil menções sobre a campanha significam para a marca? O que esse número significa qualitativamente? Será que foram 20 mil pessoas realmente interessadas no produto? Aceitar big numbers apenas pela métrica de vaidade é como comprar um frango e comer ele cru, apenas porque ele é um frango. Não aproveitar esse volume de dados para compreender o que pensam os usuários é desperdiçar todo o investimento da campanha apenas para inflar ego de marketing, deixando de lado informações que podem contribuir para a total compreensão da campanha e também de futuras.

vaidade

Imaginemos que nessa mesma campanha do suco de soja, ao analisarmos o monitoramento e identificarmos os principais assuntos nos comentários dos usuários, e ainda analisando o sentimento em relação ao novo produto, foi descoberto que muitas mães estavam reclamando do novo suco, e que, por desinformação, estavam atacando a marca acusando-a de estar “envenenando” seus filhos com excesso de hormônios. Realizando ainda um monitoramento paralelo sobre sucos de soja, identificamos ainda que há várias comunidades de mães que replicam esse tipo de conteúdo, que acaba sendo acatado por outras mães.

Desconsiderar essas informações pode causar uma grande dor de cabeça para essa marca de sucos, que poderia usar o monitoramento para descobrir quais as principais dúvidas e temores das mães, e usar a informação para elaborar campanhas de awareness sobre os benefícios do suco e ainda desmitificar os boatos negativos relacionados a sua marca.

O monitoramento da campanha pode e deve ser usado como aliado em todos os processos da campanha, como antes, durante seu planejamento e também após a sua veiculação, para podermos entender a eficiência da comunicação, e se os usuários compreenderam a sua mensagem. Likes, comentários e compartilhamentos mostram que estão sim interagindo coma sua marca, mas sem uma profundidade em entender as conversas não há eficiência em mostrar o que estão falando, ou aprender com estes usuários informações sobre a sua marca que podem ser importante conhecer, mas que você acaba desconsiderando.

E quando falamos de métricas de vaidade, não significa que elas sejam inúteis, mas sim que sozinhas muitas vezes não são eficientes.


Conheça o curso de Monitoramento de Mídias Sociais no site do IBPAD.

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Aprenda a instalar e a configurar o Gephi

O Gephi definitivamente popularizou a Análise de Redes Sociais nos últimos anos. Gráficos bonitos e interface relativamente amigável diminuíram o custo de entrada de muitos pesquisadores. Mas, quem nunca enfrentou algum problema ao instalá-lo? Como esse problema é super recorrente, disponibilizamos nosso tutorial de instalação do curso do curso de Análise de Redes Sociais para Mídias Sociais.

Aproveitem!

 

Tutorial de instalação do Gephi

 

 

Download e Instalação

 

Abrindo e fazendo o download dos plug-ins

 

Problemas com a Instalação: Java

Para abrir Gephi com mais memória e versão 64 bits

Quer aprender como operacionalizar o Gephi? Conheça nosso curso de Análise de Redes Sociais para Mídias Sociais

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IBPAD lança curso de Pesquisas Eleitorais

EleitoralUm novo capítulo na história das eleições brasileiras começa em 2016. As regras do jogo mudaram. E mudaram muito. Empresas estão proibidas de doar para candidatos e partidos políticos e a campanha vai ser mais curta.

Nesse contexto, saber identificar uma pesquisa bem feita de outras ou tirar o maior número de informações de uma boa pesquisa pode assegurar aqueles votos a mais que o candidato vitorioso deve ter.

Neste curso, você vai conhecer como funcionam os institutos de pesquisa, como é o trabalho de coleta e análise de dados, quais são os problemas mais comuns em pesquisas feitas durante o período eleitoral e poderá ainda identificar mais facilmente os erros frequentes de quem interpreta mal os resultados de um estudo dessa natureza. Vai entender, além disso, por que alguns institutos sérios e reconhecidos erram.

 

Conheça o curso e inscreva-se!

 

Nas eleições de 2014, por exemplo, pesquisas indicavam, apenas dois dias antes da votação, que Ivo Sartori (PMDB) teria 23% dos votos válidos para o governo do Rio Grande do Sul. Muito atrás dos de Tarso Genro (PT) e de Ana Amélia (PP), que teriam 40% e 31%, respectivamente. Dois dias depois, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontou 40% dos votos para Sartori, seguido por Tarso com 33% e Ana Amélia com 22%. Sartori hoje é quem ocupa o Palácio Piratini… Erros também grandes ocorreram no Rio de Janeiro, na Bahia e no Amazonas. Por quê?

Este curso traz respostas para esses e outros erros de pesquisas eleitorais. Mas vai além disso, ao dar orientações básicas para que levantamentos simples de intenção de voto possam ser feitos com o maior rigor metodológico possível. Isso inclui dicas sobre amostragem, estruturação do questionário, tabulação dos dados e análise simples dos resultados. Se você vai participar de uma eleição, pretende ganhar e não tem experiência anterior com pesquisas eleitorais, este curso pode ajudar você e seu candidato!

As inscrições para o curso de Pesquisas Eleitorais estão abertas! Turmas em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro

Brasília – 20, 21 e 22 de Julho
São Paulo – 05 e 06 de Agosto
Rio de Janeiro – 26 e 27 de Agosto

Inscreva-se!

 

Professores do Curso

 

Wladimir Gramacho – Jornalista e doutor em Ciência Política pela Universidade de Salamanca, atualmente é professor da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisador nas áreas de popularidade governamental, opinião pública e comunicação política. Já coordenou mais de 200 projetos de pesquisa de opinião e eleitorais em disputas para Presidente da República, Governador de Estado e Prefeito nos últimos dez anos.

 

André Jácomo – Cientista político, com mestrado pela Universidade de Brasília. Atualmente é Coordenador de pesquisas do Instituto de Pesquisa da FSB Comunicações, maior empresa de assessoria de imprensa no Brasil, e professor de Ciência Política do Centro Universitário UDF.

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Curso de BI para Planners reforça a importância de análise de dados

Neste final de semana, 18 e 19 de Junho, foi realizada primeira edição do curso de Análise de Dados e BI para Planners, em Brasília. A Professora Dani Rodrigues, atualmente Gerente de Real Time da Coca-Cola no Brasil, explorou a importância da análise de dados, não apenas como fonte de reports, mas como área integrada ao Planejamento para o sucesso de estratégias e planos de ação.

 

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Professora Dani Rodrigues apresentando à turma alguns conceitos básicos de análise de dados, acessíveis para as avaliações de ações de Planejamento

 

Buscando ampliar o contato com diferentes realidades, o a primeira turma de Brasília contou com a participação de três profissionais da área, que compartilharam com os alunos cases de utilização de dados para o planejamento de diferentes campanhas e ações.

 



 

Imagem1No primeiro dia, Max Stabile, Diretor-Executivo do IBPAD, apresentou para os alunos como equipes de Planejamento e BI podem trabalhar juntas ao longo de projetos de alta pressão e deadlines reduzidos, encontrando insights inesperados e ajustando estratégias para atingir resultados

 

 

 

 

maríliaEm sua fala, Marília de Assumpção, Diretora de Inteligência na Digital Group, abordou como a estrutura de BI de uma empresa pode auxiliar Planejamento a tomar decisões específicas de Mídia durante um projeto. A importância das métricas e da capacidade de diálogo entre os membros da equipe fazem com que todos os esforços sejam potencializados.

 

 

andreaA última palestrante foi Andréa Lopes Cartaxo, Coordenadora de Monitoramento da FSB Comunicação, e apresentou uma análise sobre influenciadores a partir de sua experiência com clientes do setor público. Sua contribuição apresentou ações e estratégias de análises de dados que caminham juntas com Planejamento para a seleção de atores-chave na construção de campanhas de relacionamento e branding.

 

 

 

A turma, composta por profissionais de várias empresas como Heads, NovaSB, FSB Comunicação, Leo Burnett Brasil, CasaDigital, Agência3 (Brasília), Agência UM (Recife), Casa Digital, Wavez, Grupo Informe, Cartão BRB, EBC, pode compartilhar experiências e discutir suas práticas através da orientação da Professora Dani Rodrigues e dos palestrantes convidados. Fica aqui o nosso agradecimento a todos!

 



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As próximas turmas de Curso de Análise de Dados e BI para Planners acontecem no Rio de Janeiro, nos dias 25 de Junho e 02 de Julho, e em São Paulo, em 03 e 04 de Setembro. Na edição do Rio, os palestrantes convidados são Tarcizio Silva, Fernanda Alves e Marcos Malagris, e em São Paulo temos Tarcizio Silva, Gabriel Ishida e Wesley Muniz.

 

Análise de Dados e BI para Planners – Rio de Janeiro

25 de Junho e 02 de Julho

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Análise de Dados e BI para Planners – São Paulo

03 e 04 de Setembro

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Insights e Personas: como ilustrações melhoram relatórios de mídias sociais

O desenvolvimento de personas é uma tática criativa comum entre publicitários. Em projetos do IBPAD, utilizamos a tática para representar de forma visual e singularizar algumas características de segmentos de públicos analisados a partir de dados e pesquisa. O documento Criando Personas para Pesquisa de público em Mídias Sociais reúne parte desta experiência. A partir de parceria com o ilustrador e pesquisador Yuri Amaral, contamos como as ilustrações de personas ajudam na materialização, legibilidade e fixação dos insights em relatórios. Leia e faça o download abaixo:


Além de aplicar a metodologia em nossos projetos, também a apresentamos em diversos cursos da área de Comunicação Digital, sobretudo Etnografia para Mídias Sociais.

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Planejamento: a ciência de transformar dados em leads

[Texto da prof. Daniele Rodrigues, responsável pelo curso Análise de Dados e B.I. para Planners do IBPAD]

Torture um número e ele falará o que você quiser! Embora seja tão eficaz quanto torcer para ganhar na loteria sem apostar, essa postura é mais comum do que se imagina em agências e em clientes. Agarrados a nossa zona de conforto, buscamos “big numbers” e frases de efeito que façam sentido considerando nosso repertório, comprovando nossos pré-conceitos.

Há algumas razões por trás dessa situação. Uma delas é a dificuldade ou receio dos planejadores em transformar dados em sabedoria, se aventurando no mundo de exatas (os números são legais, juro). É um desafio trabalhar variáveis que exigem referências que fogem do nosso repertório habitual, mas essa é a beleza do planejamento, a ciência de transformar dados em insights, insights em estratégia e estratégia em resultados.

big data pyramid

O primeiro passo é deixar de lado nosso pré-conceito e as verdades absolutas. Como jornalista de formação e pesquisadora acadêmica, sei a complexidade de uma visão neutra e pura, ao passo que o olhar é condicionado/moldado pelas nossas experiências e bagagem cultural. Contudo, é possível explorar novas perspectivas sobre um contexto que consideramos conhecido, despindo-se de si e exercitando a empatia. Há várias metodologias e ferramentas, especialmente do Design Thinking, que ajudam nessa jornada. Precisa criar uma campanha de celular para Classe C? Passa um dia nas lojas de departamento, no bar da comunidade, no pátio de um colégio de Ensino Médio ou entrevistando usuários reais. Substitua a bolha dos mecanismos de busca, viciadas em referências “familiares” ao seu mundo, e reconstrua um dia na jornada do consumidor.

Aliado a isso, explore o imenso banco de dados disponível no ambiente digital, aprendendo a ler as pistas espalhadas diariamente pelos consumidores nas plataformas que acessam, seja no ambiente mobile ou desktop. Há oportunidades de negócios a cada clique. O mercado incorporou o trabalho de monitoramento e Business Intelligence em ambientes digitais sociais principalmente para a fase de avaliação dos resultados dos planos que são colocados na rua. No entanto, é fundamental envolver esse time já na concepção da estratégia, no momento pré-planejamento, para traçar o Macroambiente e o Microambiente que será base da ideia criativa.

Quando estrategistas e profissionais de inteligência se debruçam sobre dados de modo conjunto, esgotando percepções, hipóteses e caminhos estratégicos para responder ao problema inicial dessa jornada, a chance de um trabalho rico, produtivo e com resultados efetivos aumenta exponencialmente. Ou seja, mais do que trabalhar a partir de um relatório desenvolvido pelo time de monitoramento, sentar junto e entender quais cruzamentos são possíveis e relevantes para mapear o contexto no qual o plano de comunicação precisa ser estruturado. O que é mais relevante numa promoção? Prêmio ofertado, complexidade da mecânica, promoções concorrentes ou insumos promocionais no mercado? Para o planejador pode ser a atratividade do prêmio. Para o BI pode ser a dificuldade de achar insumos no mercado. Para o consumidor pode ser os dois: muito esforço para achar o insumo por um prêmio pouco atrativo. O dado isolado, tirado de contexto tem pouco a dizer. Compreender o contexto implica complementaridade e interdisciplinaridade.

Planejamento tem por premissa referências, referências essas que podem ser o arco narrativo da série House Of Cards (Netflix) ou as variáveis comportamentais mapeadas numa pesquisa baseada em comentários em redes sociais sobre um séries. Como afirmou o personagem Sherlock Holmes, “Desconfie do óbvio”. Trazendo para o mundo do planejamento, desconstrua o óbvio com a ajuda dos dados.

A disrupção não está em usar dados para exibições pirotécnicas, mas como elemento estruturante de insights para suportar estratégias com entrega efetiva para o objetivo de comunicação e de negócio da marca. É menos sobre dashboards decorativos (aqueles dashboards complexos nas fotos de reportagens sobre big data) e mais sobre inteligência aplicada. Às vezes, seu insight está numa simples regra de 3 😉

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Conheça o curso do IBPAD  Análise de Dados e B.I. para Planners para entender como planejar melhor a comunicação com base em dados, análises e insights. O curso apresenta técnicas e exercícios de construção de estratégia e planejamento a partir de modalidades de pesquisa, monitoramento e mensuração da comunicação digital. Em cada módulo, a professora de planejamento receberá especialistas em análise de dados e inteligência de negócios, demonstrando como fazer a ponte entre dados e ações.

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Coletando Dados em Mídias Sociais para Pesquisa Acadêmica

Na última semana, aconteceu em São Carlos a Jornada Internacional Geminis, que agregou centenas de pesquisadores de todo o Brasil e conferencistas internacionais para debater produção audiovisual, comunicação e internet. Estivemos presentes com a participação de Tarcízio Silva, que participou de mesa “A Revolução Será Monitorada?” e ofereceu workshop sobre Coleta de Dados e Monitoramento de Mídias Sociais para Pesquisa Acadêmica. O workshop apresenta um panorama da pesquisa científica em comunicação baseada em dados empíricos de mídias sociais e algumas técnicas e ferramentas como Netlytic, Netvizz, Uberlink, Instagram Scraper e ferramentas comerciais de monitoramento. Acesse os slides:

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